Bispo da Diocese de Araguaína participa do Jubileu dos Bispos e Sacerdotes em Roma.

Foto de Diácono Guto

Diácono Guto

Entre os dias 25 a 29 de junho de 2025, o bispo diocesano Dom Giovane Melo participou do jubileu dos bispos e dos sacerdotes em Roma.

25 de junho de 2025

Peregrinação à Porta Santa da Basílica de São Pedro.

Celebração Eucarística, presidida pelo Prefeito Emérito do Dicastério dos Bispos, S. E. R. Cardeal Marc Ouellet, no Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro.

Catequese do Santo Padre na Basílica de São Pedro.

Em sua meditação, o Papa Leão, expressou admiração pelo grande número de bispos presentes na peregrinação. O Papa destacou em sua fala que antes de sermos pastores, somos ovelhas do rebanho do Senhor, convidados atravessar a Porta Santa , símbolo do Cristo Salvador. Para guiar a Igreja confiada aos nossos cuidados, devemos deixar-nos renovar profundamente por Ele, o Bom Pastor, para nos conformarmos plenamente ao seu coração e ao seu mistério de amor.

Como Peregrinos de esperança, o  Pastor é testemunha de esperança. E isto acontece na medida em que ele é identificado com Cristo na sua vida pessoal e no seu ministério apostólico. Alguns traços desse testemunho:

– O Bispo é o princípio visível de unidade na Igreja particular que lhe foi confiada. É seu dever zelar pela sua construção na comunhão entre todos os seus membros e com a Igreja universal.

– o Bispo como homem de vida teologal. O que equivale a dizer: um homem plenamente dócil à ação do Espírito Santo, que suscita nele a fé, a esperança e a caridade e as alimenta, como chama de fogo, nas diversas situações existenciais.

– O Bispo é um homem de fé. Aquele que, pela graça de Deus, vê mais além, vê a meta e se mantém firme na provação. O Bispo é o intercessor na sua Igreja, porque o Espírito mantém viva a chama da fé no seu coração.

– O Bispo é um homem de esperança, porque «a fé é garantia das coisas que se esperam e certeza daquelas que não se veem» (Heb 11,1). Sobretudo quando o caminho do povo se torna mais penoso, o Pastor, pela virtude teologal, ajuda-o a não desesperar: não apenas com palavras, mas com a sua proximidade.

– O Bispo é o homem de caridade pastoral. Na pregação, na visita às comunidades, na escuta dos presbíteros e dos diáconos, nas escolhas administrativas, tudo é animado e motivado pela caridade de Jesus Cristo Pastor. O seu coração é aberto e acolhedor, assim como a sua casa.

Após expor este núcleo teológico da vida do Pastor, o Papa Leão colocou outras virtudes indispensáveis:  a prudência pastoral, a pobreza, a continência perfeita no celibato e as virtudes humanas.

A prudência pastoral é a sabedoria prática que guia o Bispo nas suas escolhas, nas ações de governo, nas relações com os fiéis e as suas associações.

O Pastor vive a pobreza evangélica com um estilo simples, sóbrio, generoso, digno e ao mesmo tempo adequado às condições da maioria do seu povo. Os pobres devem encontrar nele um pai e um irmão, não devem sentir-se desconfortáveis ao encontrá-lo ou ao entrar em sua casa. O Bispo não deve esquecer que, como Jesus, foi ungido com o Espírito Santo e enviado «para anunciar a Boa-Nova aos pobres» (Lc 4, 18).

Junto com a pobreza concreta, o bispo vive também aquela forma de pobreza que é o celibato e a virgindade por causa do Reino dos Céus (cf. Mt 19, 12). Deve ser firme e decidido no tratamento das situações que possam dar origem a escândalos e de todo o tipo de abuso, especialmente contra menores, respeitando as disposições em vigor.

Por fim,  O Papa destacou que o Pastor é chamado a cultivar aquelas virtudes humanas, que os padres conciliares quiseram mencionar também no Decreto  Presbyterorum Ordinis (n. 3). A  lealdade, a sinceridade, a magnanimidade, a abertura da mente e do coração, a capacidade de se alegrar com os que se alegram e de sofrer com os que sofrem; e também o domínio de si, a delicadeza, a paciência, a discrição, a grande inclinação para a escuta e o diálogo e a disponibilidade para o serviço.

26 de junho de 2025

Celebração Eucaristica na basílica de São Pedro

29 de junho de 2025

Celebração Eucaristica da solenidade dos Santos Pedro e Paulo, na Basilica de São Pedro presidida pelo Santo o Papa Leão XIV. Abaixo um resumo da homilia do Papa Leão.

Na solenidade dos Santos Pedro e Paulo, que a Igreja reconhece como pilares da fé e que são venerados como patronos da cidade de Roma, o papa Leão XIV advertiu sobre o risco de cair em “padrões pastorais que se repetem sem renovação”, ao mesmo tempo em que pediu para manter sempre a unidade eclesial, respeitando a “diversidade”. “Buscar novos caminhos para a evangelização” a partir dos “problemas e questões” levantados pela comunidade de fiéis. “Nossos patronos seguiram caminhos diferentes, tiveram ideias diferentes, às vezes se confrontaram e discutiram com franqueza evangélica”, disse o papa. “No entanto, isso não os impediu de viver a concordia apostolorum (concórdia dos apóstolos), ou seja, uma comunhão viva no Espírito, uma harmonia frutífera na diversidade”.

O exemplo de Pedro e Paulo, que foram chamados a viver o martírio, e cujo testemunho “nos ensina que a comunhão à qual o Senhor nos chama é uma harmonia de vozes e rostos, não anula a liberdade de cada um”.

“Na história dos dois apóstolos, por outro lado, somos inspirados por sua disposição de estarmos abertos à mudança, de nos deixarmos questionar pelos acontecimentos, encontros e situações concretas das comunidades”.

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